Comunicado

Fundação Eugénio de Almeida - Adega Cartuxa 27/07/2016

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No seguimento do comunicado ontem emitido pela ASAE sobre a apreensão de cerca de 1700 garrafas de vinho Pêra-Manca tinto da colheita de 2010 com rótulos, contra-rótulos e cápsulas contrafeitas, cabe à Fundação Eugénio de AlmeidaAdega Cartuxa esclarecer o seguinte: 

Já não é a primeira vez que a Adega Cartuxa se vê confrontada com a tentativa de falsificação do seu vinho topo de gama, o Pêra-Manca tinto, e nesse sentido sempre colaborou com os órgãos de investigação criminal.

Já em 2013, uma investigação da ASAE levou à apreensão de garrafas falsas de Pêra-Manca tinto, no freeshop do Aeroporto de Lisboa. Esta operação foi denominada pela ASAE ‘Operação Premium’ e terá terminado em janeiro de 2015 por não terem encontrado mais vinhos falsificados. 

Quando a Adega Cartuxa se deparou com este tipo de tentativa de fraude, iniciou um estudo que conduzisse a uma forma eficaz de evitar a falsificação do seu rótulo e das suas garrafas. 

Este trabalho culminou numa colaboração com a Imprensa Nacional Casa da Moeda que em conjunto desenvolveram um selo que garante a autenticidade do vinho

Este sistema consiste num selo que é colado de forma a abraçar o gargalo de cada garrafa ao nível da cápsula, não permitindo que esta seja retirada sem danificar o selo. Neste selo é impresso um holograma com uma imagem alusiva à marca e não é possível reproduzi-lo, mesmo em gráficas sofisticadas. O número do selo é único e não sequencial.


Como funciona? 
Adquirida a garrafa, o consumidor deve ir sítio da internet da marca (www.cartuxa.pt) e apenas em três passos fazer o seguinte: 

1 – Introduzir o código presente no selo de autenticidade; 
2 – Introduzir os dados do consumidor (nome, email e país), carregar em validar e automaticamente será autenticado pelo sistema; 
3 – Descarregar a ficha técnica do vinho Pêra-Manca tinto 2011, a útima colheita de Pêra-Manca tinto, e a primeira a ter este sistime inovador de autenticidade, onde lhe aparecerá a identificação do seu código de autenticidade, que corresponde ao número que está no selo. 


Recorde-se que este selo foi usado pela primeira vez na colheita do Pêra-Manca tinto 2011. Este selo permite validar a autenticidade de cada uma das 31.665 garrafas lançadas no mercado em finais de 2015. Este sistema de inviolabilidade continuará a ser utilizado nas futuras colheitas.

A Fundação Eugénio de Almeida, considera mesmo, a extensão deste sistema contra falsificações, a outras marcas do seu portefólio. 

José Mateus Ginó, Administrador Executivo da Fundação Eugénio de Almeida, admite que “perante as tentativas de práticas fraudulentas no setor, nomeadamente a falsificação de vinhos topo de gama, importa conceber métodos fiáveis que permitam assegurar essas situações e, acima de tudo, proteger o consumidor de fraudes ou falsificações garantindo-lhe a autenticidade do vinho que adquire”. O mesmo responsável sublinha ainda que “a Adega Cartuxa tem procurado seguir uma estratégia de investigação que evite a falsificação dos seus vinhos’. Esta estratégia culminou em finais de 2015 com o lançamento da mais recente colheita de Pêra-Manca tinto, a de 2011, já com o referido selo de garantia.  

‘Embora este selo tenha sido utilizado pela primeira vez na colheita de 2011 – lançada para o mercado no final de 2015 - a Fundação Eugénio de Almeida sempre teve preocupações com a contrafação. Tanto assim que para dificultar tentativas de imitação elegeu para este vinho, lançado apenas em anos excecionais, uma garrafa bordalesa troncocónica, utilizada apenas para vinhos topo de gama. Optou por numerar todas as suas garrafas e escolheu um papel para os seus rótulos com uma textura e coloração exclusivas. Esta solução permitiu a que qualquer tentativa de imitação tenha resultado sempre em cópias grosseiras’, relembra José Mateus Ginó, Administrador Executivo da Fundação Eugénio de Almeida.

Esta solução permitiu ao consumidor, mesmo ao mais incauto, distinguir por simples exame visual a autenticidade da garrafa. No entanto, a Fundação Eugénio de Almeida procurou, com este selo, introduzido na ultima colheita, dar totais garantias ao consumidor.
Desde o seu lançamento, em 1990, apenas saíram para o mercado 13 colheitas de Pêra-Manca tinto: 1990, 1991, 1994, 1995, 1997, 1998, 2001, 2003, 2005, 2007, 2008, 2010 e 2011.


Na Fundação Eugénio de Almeida e na sua Adega Cartuxa todas as colheitas de Pêra-Manca tinto anteriores à de 2011 estão esgotadas.

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